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Qual é a diferença entre declarações e garantias?

Sublinhado numa notícia financeira real. Explicado pelo Clicked.

Usado numa frase

The Daily Ledger · Markets

A buyer paid £16.75 million on inflated accounts, and whether it could claim it all back depended on whether the contract held representations or only warranties.

O leitor sublinhou uma cláusula — na página ou num PDF. O Clicked tornou o termo jurídico «representations» fácil de entender:

Explicado em três níveis

Os mesmos fatos, outra vibe — Modo slang 😎

O método Clicked

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Overview

Uma declaração é uma afirmação de fatos feita para você assinar. Uma garantia é uma promessa dentro do contrato de que um fato é verdadeiro. Uma declaração falsa pode desfazer o negócio e devolver seu dinheiro. Uma garantia violada deixa o negócio de pé e paga a diferença entre o prometido e o entregue. Um comprador pagou 16,75 milhões de libras sobre contas infladas. O contrato chamava cada afirmação de garantia, então o comprador ficou com a empresa e recuperou só o que pagou a mais.
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Overview

Declarações são o papo de venda; garantias, as promessas que sobreviveram no papel, e o espaço entre as duas é onde os advogados de M&A ganham seus honorários. Erre o rótulo e dinheiro grande se move. Uma gigante do petróleo entregou 575 milhões de dólares e depois descobriu que uma única palavra na papelada controlava se algo daquilo voltava. 😎

Uma ideia rápida — muitas vezes é tudo de que você precisa.

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Detail

Uma declaração é uma afirmação de fatos, falada ou escrita, feita para convencer o outro lado a assinar. Uma garantia é uma promessa escrita no contrato de que um fato é verdadeiro. A função da afirmação decide qual ela é, e a redação do contrato dá a palavra final. Veja a diferença em ação. Um comprador chamado Sycamore pagou 16,75 milhões de libras por uma corretora de seguros cujas contas inflavam a receita. Se aquelas contas eram uma declaração, a queixa é que convenceram a Sycamore de um negócio que ela nunca teria feito. A lei pode desfazer isso, desde que a afirmação tenha de fato persuadido o comprador. Devolve a empresa, leva os 16,75 milhões para casa. Se as contas eram só uma garantia, a queixa é menor. A corretora vale menos que o prometido, então a Sycamore fica com ela e recebe a diferença. O contrato chamava as contas de garantias e nada mais, então o tribunal negou qualquer desfazimento e concedeu cerca de 4,75 milhões, o desconto que a Sycamore teria negociado se soubesse. Essa distância explica a briga pelas palavras. Vendedores querem garantias, que aceitam tetos e prazos. Compradores pedem que as afirmações carreguem os dois rótulos ao mesmo tempo, que é o que faz a fórmula declara e garante. E rótulo nenhum protege o vendedor que mentiu, porque a fraude não se redige para fora e sobrevive a qualquer teto.
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Detail

Contratos de aquisição carregam páginas de afirmações sobre a empresa vendida, jurando que os livros são honestos, os impostos estão pagos e ninguém processa ninguém. O que o comprador pode exigir quando uma delas se revela falsa depende de contarem como declarações ou como garantias, e uma petroleira japonesa aprendeu qual é qual do jeito caro. A Idemitsu entregou à Sumitomo 575 milhões de dólares em 2009 por um negócio com dois campos de petróleo no Mar do Norte. O acordo rotulou tudo como garantias e deu às queixas um prazo de 18 meses após o fechamento. A Idemitsu achou seus problemas tarde, com o prazo vencido. Então os advogados tentaram um truque digno de filme de assalto, só que sem o túnel. Alegaram que as garantias tinham sido, em segredo, declarações desde o início, daquelas que fisgam antes da assinatura. Declarações não tinham prazo de 18 meses, e uma vitória colocaria os 575 milhões inteiros de volta na mesa. O juiz não se abalou. Eram promessas negociadas dentro do acordo, não frases de conquista de antes, e renomeá-las anos depois não muda nada. Ação rejeitada, pela redação pura. A lição é direta. Os dois rótulos são duas escotilhas de saída diferentes, cada uma com seu prazo e seu pagamento, e o acordo define de antemão quais existem. Vendedores tentam soldar quase todas. 😎

Quer mais? Um clique aprofunda.

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Analogy

Você compra um carro usado por 5.000 euros. Na garagem, o vendedor diz que o carro nunca bateu, e essa afirmação é o motivo da compra. O recibo que os dois assinam repete a afirmação por escrito. Seis semanas depois, uma oficina encontra marcas antigas de batida. Há dois finais possíveis. No primeiro, a frase da garagem enganou você para uma compra que nunca faria. Você devolve o carro e pega seus 5.000 euros de volta. No segundo, você aponta para o recibo, fica com o carro, e ele paga a diferença de 1.500 euros entre um carro limpo e um batido. O primeiro final é uma declaração em ação. O segundo, uma garantia. Vendas de empresas funcionam com os mesmos dois finais, e a redação do contrato decide qual você pode pedir.
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Analogy

Um recrutador vende a vaga. Seis engenheiros, verba garantida, roteiro claro. Com esse papo você assina, pede demissão e muda de cidade. A proposta escrita promete salário, cargo e 30 dias de aviso. O papo não aparece em lugar nenhum. O papo era a declaração, e o falado conta. A proposta guarda as garantias que você consegue cobrar. Você chega e há dois engenheiros e contratações congeladas. Pedir demissão é de graça, mas não desfaz a mudança. A ação por declaração falsa existe exatamente para isso, repor o que o papo custou. A briga é rara e íngreme, e quase toda proposta exclui o que ficou fora das suas páginas. Por isso os advogados arrastam o papo para a papelada, onde ele vira promessa que paga. 😎

Conceito novo? Um exemplo do dia a dia faz clicar — novas analogias quando quiser.

Explicações de IA podem conter erros · Não é aconselhamento profissional

Definição formal — O mesmo termo, explicado da forma habitual

Uma declaração é uma afirmação sobre fatos passados ou presentes que induz a outra parte a contratar. Se falsa, pode fundar uma ação por declaração falsa, com remédios que incluem desfazer o contrato e uma indenização que devolva o lesado à posição pré-contratual; o autor deve provar que a afirmação o induziu a contratar. Uma garantia é uma promessa contratual de que um fato declarado é verdadeiro. Sua violação é inadimplemento contratual: o acordo permanece em vigor, a indenização é calculada como a diferença entre o valor garantido e o recebido, e a indução não precisa ser provada. Contratos frequentemente estabelecem que certas afirmações são declaradas e garantidas ao mesmo tempo, e limitam reclamações de garantia com tetos financeiros e prazos de notificação. Pela jurisprudência inglesa, afirmações redigidas apenas como garantias não operam, sem mais, como declarações. Na prática americana a fórmula conjunta “represents and warrants” é usual, e o risco é alocado principalmente por outras proteções contratuais. Nenhuma redação exclui a responsabilidade por fraude.

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