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O que é obra por encomenda?

Sublinhado numa notícia financeira real. Explicado pelo Clicked.

Usado numa frase

The Daily Ledger · Markets

A charity paid in full for a statue and owned it outright, but the sculptor was the author, so no work for hire arose and copies were off the table.

O leitor sublinhou uma cláusula — na página ou num PDF. O Clicked tornou o termo jurídico «work for hire» fácil de entender:

Explicado em três níveis

Os mesmos fatos, outra vibe — Modo slang 😎

O método Clicked

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Overview

Obra por encomenda é uma regra do direito autoral dos Estados Unidos que torna uma empresa autora legal de algo que outra pessoa fez. Vale se quem fez é seu empregado e fez dentro do trabalho, ou se a obra é um de nove tipos que a lei lista e os dois lados assinaram. Fora desses dois casos, o direito autoral fica com quem criou pela vida inteira dela mais 70 anos, mesmo depois de a obra ter sido entregue e paga.
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Overview

Você pagou, então é seu, né? Não, e é assim que gente acaba gastando cinco dígitos num arquivo que não pode reutilizar legalmente. Seu nome só entra se a pessoa estava na sua folha, ou se o trabalho é um de nove tipos específicos e os dois assinaram, e só aí o direito corre 95 anos a partir da publicação. 😎

Uma ideia rápida — muitas vezes é tudo de que você precisa.

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Detail

Obra por encomenda decide quem conta como autor de algo recém-criado, e o autor é quem tem o direito autoral desde o primeiro dia. Quem paga vira esse autor por apenas dois caminhos. Ou quem cria é empregado e fez aquilo como parte do trabalho, o que é automático e dispensa papelada. Ou a obra é um de nove tipos que a lei lista e os dois lados assinaram um acordo chamando aquilo de obra por encomenda. Esse segundo caminho precisa da categoria e da assinatura juntas. Um site, uma ilustração, uma fotografia e software não estão entre os nove, então a fórmula num contrato comum de freelance não faz nada sozinha. A saída é um contrato que cede o direito autoral, e isso funciona. É mais fraco num ponto, porque quem criou ou os herdeiros podem encerrar uma cessão depois de 35 anos e retomar o direito, coisa que nunca conseguem contra uma obra por encomenda de verdade. O caminho do empregado tem o próprio limite, já que só cobre o que foi feito dentro do cargo. Nada disso alcança uma invenção, que é assunto de patente.
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Detail

Pagar por algo te dá a coisa, não o direito de fazer mais. Uma organização de Washington encomendou uma escultura, combinou que o trabalho não passaria de 15.000 dólares, pagou e ficou dona da escultura sem discussão. Mesmo assim não pôde fazer cópias, porque o autor era o escultor e nada tinha sido assinado, e a Suprema Corte deu razão a ele em 1989. Negócios pequenos batem no mesmo muro em câmera lenta. Você tem os arquivos e a nota, e um dia o advogado de um comprador pergunta de quem é a arte e a resposta é um freelancer para quem você escreveu pela última vez anos atrás. As marcas grandes escapam disso fazendo o trabalho ser feito pela equipe própria da agência, o que torna a agência autora e não deixa nada para reclamar. 😎

Quer mais? Um clique aprofunda.

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Analogy

Você contrata um marceneiro para fazer uma estante sob medida. A estante é sua. Ele fica com o gabarito que cortou para dar forma às peças, e pode usar de novo para o seu vizinho no mês que vem, porque você comprou o objeto e não o meio de fazer outro. Agora coloque o marceneiro na folha da sua oficina e peça a mesma estante como parte do trabalho dele. Desta vez o gabarito é da oficina, e ninguém precisa assinar nada para que seja assim. Essa virada é a regra inteira, porque o mesmo trabalho e a mesma madeira acabam com donos diferentes conforme de quem ele era funcionário e não conforme quem pagou.
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Analogy

Você paga sua tia para tricotar um suéter, e o suéter é 100% seu. O molde continua sendo dela, e sua prima vai ganhar um idêntico no aniversário. Você comprou um suéter, não os direitos do suéter. Agora ponha sua tia na folha da sua loja, onde tricotar é literalmente o trabalho dela. Mesmo suéter, mesma lã, só que o molde é da loja e ninguém assinou nada. Essa é a doutrina inteira, decidida por para quem ela trabalha e não por quem pôs o dinheiro. 😎

Conceito novo? Um exemplo do dia a dia faz clicar — novas analogias quando quiser.

Explicações de IA podem conter erros · Não é aconselhamento profissional

Definição formal — O mesmo termo, explicado da forma habitual

A obra por encomenda é figura do direito autoral dos Estados Unidos segundo a qual o empregador ou comitente, e não a pessoa natural que criou a obra, é reputado seu autor e titular originário do direito. A seção 101 do Copyright Act define o termo em duas hipóteses mutuamente excludentes. A primeira abrange a obra preparada por empregado no âmbito da relação de emprego, condição aferida pelo common law de mandato e não pela denominação que as partes empreguem. A segunda abrange a obra especialmente pedida ou encomendada para uso como uma de nove categorias enumeradas, e opera apenas quando as partes tenham convencionado expressamente, em instrumento escrito assinado por ambas, que a obra tem tal natureza. Não configurada nenhuma das hipóteses, a autoria permanece com quem criou a obra e o direito só passa ao comitente por cessão escrita. Em Community for Creative Non-Violence v. Reid, 490 U.S. 730 (1989), decidiu-se que o escultor contratado por organização sem fins lucrativos era contratante independente e que a escultura ficava fora das categorias enumeradas, de modo que não surgiu obra por encomenda apesar do pagamento e da supervisão pela organização. A distinção produz efeitos além da titularidade. A obra por encomenda é protegida por 95 anos da publicação ou 120 da criação, o que primeiro expirar, e não pela vida do autor mais 70 anos, e fica excluída do direito legal previsto na seção 203, pelo qual o autor ou seus herdeiros podem encerrar uma cessão em janela de cinco anos aberta 35 anos após a outorga.

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