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O que são direitos de avaliação judicial?

Sublinhado numa notícia financeira real. Explicado pelo Clicked.

Usado numa frase

The Daily Ledger · Markets

Holders of 38 million shares refused the $13.75 buyout price and exercised their appraisal rights, asking the court to decide what Dell was really worth.

O leitor sublinhou uma palavra no meio do artigo. O Clicked explicou o termo financeiro «appraisal rights» em linguagem simples:

Explicado em três níveis

Os mesmos fatos, outra vibe — Modo slang 😎

O método Clicked

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Overview

Os direitos de avaliação judicial (appraisal rights) permitem a um acionista obrigado a vender numa fusão recusar o preço do negócio. Em vez dele, um tribunal decide quanto as ações valiam. Uma fusão segue adiante assim que a maioria dos acionistas vota a favor, e então todos recebem o preço do negócio, inclusive quem votou contra. Os direitos de avaliação judicial são a saída de quem votou contra esse preço. O tribunal fixa um valor justo, e o acionista recebe esse valor no lugar, com juros, depois de um processo que pode levar anos. O número pode sair acima do preço do negócio ou abaixo. Quando a Dell foi comprada em 2013 por US$ 13,75 por ação, um tribunal fixou depois o valor justo em US$ 17,62.
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Overview

Os direitos de avaliação judicial são para o acionista que perdeu a votação, está sendo pago para sair numa fusão e acha o preço uma piada. Em vez de descontar o cheque, você pode pedir a um tribunal o número de verdade e receber isso, com juros. O juiz não precisa chegar acima do preço do negócio. Na venda da Jarden para a Newell, o negócio pagou US$ 59,21 por ação. Os titulares que recusaram receberam do tribunal US$ 48,31, cerca de 18% a menos, e a apelação confirmou em 2020. São quatro anos de espera para receber menos do que quem disse sim. 😎

Uma ideia rápida — muitas vezes é tudo de que você precisa.

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Detail

Os direitos de avaliação judicial são o recurso de um acionista quando uma fusão compra as suas ações por um preço que ele rejeita. A lei deixa esse acionista pular o preço do negócio e receber o que um tribunal decidir que as ações valiam. Uma fusão precisa do voto da maioria, não do acordo de todos. Aprovada, todas as ações são compradas pelo preço do negócio, inclusive as de quem votou contra. Os direitos de avaliação judicial dão a essas pessoas uma segunda opção. Em vez do preço do negócio, elas podem pedir a um tribunal que fixe um valor justo para as suas ações e lhes pague esse valor, com juros pelo tempo de espera. O direito é estreito. Só se aplica quando a fusão tira as ações delas, normalmente em troca de dinheiro. Quem quiser usá-lo não pode votar a favor do negócio e precisa avisar a empresa por escrito antes da votação. E não é uma acusação de que alguém agiu errado; a única pergunta diante do tribunal é o preço. Essa pergunta corta para os dois lados. O tribunal pesa o preço do negócio, a cotação antes do anúncio e as projeções da própria empresa, e pode chegar acima do preço do negócio ou abaixo. O processo leva anos, e o acionista paga os próprios advogados. A Dell mostra o caminho inteiro. Em 2013, Michael Dell e uma gestora de investimentos compraram a Dell por US$ 13,75 por ação, 37% acima de onde as ações vinham sendo negociadas. Titulares de cerca de 38 milhões de ações recusaram e pediram a avaliação judicial. Três anos depois do negócio, o juiz fixou o valor justo em US$ 17,62, 28% a mais do que o negócio pagou. No ano seguinte, a mais alta corte de Delaware reverteu a decisão. Ela entendeu que um preço alcançado num processo de venda adequado merece grande peso, e devolveu o caso. A lição é o risco: recusar o preço do negócio não garante um melhor.
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Detail

Os direitos de avaliação judicial deixam um acionista que está sendo comprado numa fusão dizer não ao preço e ficar com o número de um tribunal. A ideia é simples: os seus colegas acionistas podem vencer você na votação e vender a empresa, mas não podem obrigar você a engolir o preço deles sem um juiz conferir. Vêm três condições junto. A fusão tem de tirar as suas ações, normalmente em troca de dinheiro. Você não pode ter votado sim. E precisa registrar a sua objeção por escrito antes da assembleia, senão a opção some. Depois vem a parte lenta. Um juiz passa anos pesando o preço do negócio, onde as ações estavam antes de o negócio vazar e quanto a própria empresa esperava ganhar. O juiz não está do seu lado, nem do lado da empresa. O trabalho dele é o número, nada mais. A venda da Jarden para a Newell pagou US$ 59,21 por ação. Grandes titulares recusaram e argumentaram que as ações valiam US$ 71,35. A Jarden argumentou US$ 48,01. O juiz escolheu US$ 48,31, a cotação antes de a notícia do negócio vazar, e em 2020 a corte de apelação concordou. Esses titulares terminaram com cerca de 18% a menos do que todo mundo que simplesmente pegou o dinheiro, depois de quatro anos de honorários de advogado. Mais uma reviravolta: alguns fundos compram ações depois de um negócio ser anunciado só para pedir a avaliação judicial, apostando que o tribunal vai superar o preço. A Jarden é o motivo de essa aposta não sair de graça. 😎

Quer mais? Um clique aprofunda.

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Analogy

Os donos de um resort de tempo compartilhado votam por vender o complexo inteiro a uma rede hoteleira. O resort dá prejuízo, então ninguém sabe ao certo quanto vale uma semana lá. A votação passa. Cada dono é comprado a US$ 5 mil por semana que possui, inclusive você, que votou contra. Uma fusão funciona do mesmo jeito: quando a maioria vota sim, o preço do negócio é pago a todos. Como dono de tempo compartilhado, você talvez tenha uma segunda opção. Você recusa os US$ 5 mil e pede que um avaliador independente decida quanto vale a sua semana. Você espera meses, o número pode sair acima de US$ 5 mil ou abaixo, e você recebe o que sair. Os direitos de avaliação judicial são essa segunda opção para um acionista, com um tribunal no lugar do avaliador. Onde a imagem quebra: o tribunal também paga juros pelos anos de espera, e o dono de tempo compartilhado não recebe nada parecido.
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Analogy

O governo vai passar uma estrada pela sua casa, e ninguém concorda sobre quanto vale uma casa velha numa rua que logo vai ficar barulhenta. Ele oferece US$ 300 mil. Você pode aceitar, ou recusar e deixar uma comissão neutra fixar o valor. A comissão leva dois anos. Pode dizer US$ 320 mil ou US$ 280 mil, e o que ela disser é o que você recebe. A estrada faz as vezes da fusão, os US$ 300 mil do preço do negócio, a comissão do tribunal e recusar a oferta dos direitos de avaliação judicial. Onde a comparação falha: aqui ninguém venceu você numa votação, o governo simplesmente decidiu, enquanto numa fusão são os seus colegas acionistas que vencem você na votação. E um tribunal acrescenta juros pelos anos de espera; a comissão não. 😎

Conceito novo? Um exemplo do dia a dia faz clicar — novas analogias quando quiser.

Explicações de IA podem conter erros · Não é aconselhamento profissional

Definição formal — O mesmo termo, explicado da forma habitual

Os direitos de avaliação judicial (appraisal rights) são o direito legal do acionista que discorda de uma fusão ou consolidação de obter a determinação judicial do valor justo das suas ações, excluído qualquer valor decorrente da própria fusão, e de receber esse valor em dinheiro, com juros, no lugar da contrapartida da fusão. Sob a seção 262 da lei societária geral de Delaware, o direito é assegurado mediante a entrega de uma notificação por escrito antes da votação, a abstenção de votar a favor e o ajuizamento de um pedido dentro de 120 dias da data de eficácia; não está disponível quando ações listadas são trocadas por outras ações listadas, pela exceção de mercado, e a avaliação judicial é o único remédio do acionista minoritário numa fusão simplificada, salvo fraude ou ilegalidade. A maioria dos demais estados prevê um equivalente, comumente chamado de direito dos dissidentes.

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