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O que é uma preferência de liquidação?

Sublinhado numa notícia financeira real. Explicado pelo Clicked.

Usado numa frase

The Daily Ledger · Markets

The term sheet arrived with a 1x liquidation preference on the new money, which meant the investors would be repaid in full out of any sale before the founders saw a cent.

O leitor sublinhou uma palavra no meio do artigo. O Clicked explicou o termo financeiro «liquidation preference» em linguagem simples:

Explicado em três níveis

Os mesmos fatos, outra vibe — Modo slang 😎

O método Clicked

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Overview

Uma preferência de liquidação é um direito ligado às ações preferenciais. Quando a empresa é vendida, os titulares dessas ações recebem um valor combinado do preço antes de os acionistas ordinários receberem qualquer coisa, normalmente o dinheiro que investiram. Um titular não participante leva esse valor ou a sua porcentagem do preço, o que for maior. Um titular participante leva esse valor e depois também a sua porcentagem do que sobrar. De um jeito ou de outro, o valor combinado sai primeiro, e foi assim que a Trados foi vendida por US$ 60 milhões em 2005 e os acionistas ordinários não receberam nada.
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Overview

Uma preferência de liquidação decide a ordem da fila de pagamento quando uma startup é comprada. Os investidores tiram do cheque um número que fixaram anos antes, normalmente o que colocaram, às vezes o dobro. Dependendo da versão que assinaram, eles ainda podem voltar para pegar a parte deles do que sobrou. Então o número do comunicado à imprensa diz muito pouco sozinho. Ser comprado por US$ 10 milhões quando os investidores têm US$ 12 milhões a receber e a sua parte é zero. 😎

Uma ideia rápida — muitas vezes é tudo de que você precisa.

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Detail

Uma preferência de liquidação é um direito ligado às ações preferenciais. Quando a empresa é vendida ou liquidada, os titulares dessas ações recebem um valor combinado do preço antes de os acionistas ordinários receberem qualquer coisa. Investidores pedem isso porque uma empresa jovem pode ser vendida por menos do que eles colocaram, e ações ordinárias só lhes dariam uma porcentagem de um preço ruim. O valor combinado costuma ser o dinheiro investido, às vezes um múltiplo dele, e dividendos não pagos são somados a cada ano. Existem duas versões da preferência. Numa preferência não participante, o titular leva o valor combinado ou a sua porcentagem do preço, o que for maior. Numa preferência participante, o titular leva primeiro o valor combinado e depois também a sua porcentagem do que sobrar. Nas duas versões o valor combinado sai antes de todo mundo, então quanto menor a venda, maior a fatia do preço que a preferência leva. Um exemplo de caso extremo é a Trados, vendida por US$ 60 milhões em 2005. Um plano de bônus para a diretoria foi pago primeiro e levou US$ 7,8 milhões, deixando US$ 52,2 milhões. A essa altura a preferência tinha crescido para US$ 57,9 milhões, mais do que os US$ 52,2 milhões que restavam, então os preferencialistas levaram os US$ 52,2 milhões inteiros e os ordinários não receberam nada. Uma preferência não é dívida: ninguém deve esse dinheiro, e a preferência só se aplica quando a empresa é vendida ou liquidada. A preferência decide quem recebe; os direitos de arrasto decidem se você é obrigado a vender, e numa companhia aberta esse papel cabe a uma fusão de exclusão.
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Detail

A preferência de liquidação é a linha do term sheet que põe os investidores na frente da fila de pagamento quando a empresa é vendida. Antes de os fundadores ou qualquer um com ação ordinária ver um centavo, os investidores recolhem um número escrito no contrato: normalmente o que colocaram, embora alguns contratos fixem em duas ou três vezes isso. A ideia é essa inteira, e o resto é sobre quanto mais eles conseguem levar. Digamos que o contrato fixe uma preferência participante de US$ 20 milhões por 30% das ações, e a empresa seja vendida por US$ 50 milhões. Eles recolhem os US$ 20 milhões e depois 30% dos US$ 30 milhões restantes, US$ 29 milhões no total. Se o contrato dissesse não participante, teriam levado o maior entre esses US$ 20 milhões e 30% da venda, que são US$ 15 milhões, ou seja os US$ 20 milhões e nada além. Esses US$ 9 milhões a mais da versão participante saíram de todo mundo que estava atrás deles na fila. O valuation fica com a manchete; a preferência de liquidação decide quem de fato vai para casa com dinheiro. 😎

Quer mais? Um clique aprofunda.

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Analogy

Duas pessoas abrem uma floricultura. Uma coloca US$ 80 mil pela metade da loja, e a outra é dona da outra metade e fica lá todo dia. O acordo dá à investidora uma preferência de liquidação participante de US$ 80 mil, o valor que ela colocou. A loja é vendida por US$ 94 mil. A investidora leva primeiro os US$ 80 mil e depois metade dos US$ 14 mil que sobram, US$ 87 mil no total, e a sócia que trabalhava fica com US$ 7 mil. Se a preferência fosse não participante, a investidora teria levado só o maior entre os US$ 80 mil e metade do preço, ou seja US$ 80 mil, e a sócia que trabalhava teria ficado com US$ 14 mil. Mesma loja, mesmo comprador, e uma palavra do acordo corta pela metade o que leva quem tocou o negócio.
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Analogy

Seu irmão coloca US$ 15 mil na sua loja de roupas por uma fatia de 50%, e o contrato fixa a preferência de liquidação dele em US$ 15 mil, participante. Alguns contratos fixam no dobro ou no triplo do dinheiro colocado, mas a dele é US$ 15 mil. Quatro anos depois você vende a loja por US$ 20 mil. Ele recolhe primeiro os US$ 15 mil e depois 50% dos US$ 5 mil que sobram: US$ 17,5 mil para o irmão que assinou um cheque, US$ 2,5 mil para você. Se o contrato dele dissesse não participante, ele teria levado só o maior entre os US$ 15 mil e 50% da venda, que são US$ 10 mil, ou seja os US$ 15 mil, e você teria ficado com US$ 5 mil. 😎

Conceito novo? Um exemplo do dia a dia faz clicar — novas analogias quando quiser.

Explicações de IA podem conter erros · Não é aconselhamento profissional

Definição formal — O mesmo termo, explicado da forma habitual

Uma preferência de liquidação é um direito contratual ligado a uma classe ou série de ações preferenciais, previsto nos atos constitutivos da sociedade, que assegura aos seus titulares receber um valor determinado do produto de uma liquidação, dissolução ou evento equiparado, que habitualmente inclui uma venda ou fusão, antes de qualquer distribuição aos titulares de ações ordinárias. A preferência costuma ser expressa como múltiplo do preço de subscrição original, mais comumente uma vez, e pode acumular dividendos não pagos, que aumentam o valor devido. Uma preferência não participante assegura o maior entre a preferência e o valor que caberia na conversão em ações ordinárias; uma preferência participante assegura a preferência e ainda uma parcela do produto remanescente. Havendo várias séries, a prioridade relativa entre elas é matéria de negociação. Em In re Trados Inc. Shareholder Litigation (Del. Ch. 2013), uma venda de US$ 60 milhões diante de uma preferência de US$ 57,9 milhões deixou os acionistas ordinários sem produto algum, e a Court of Chancery avaliou as ações deles em zero.

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