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O que é proteção antidiluição?

Sublinhado numa notícia financeira real. Explicado pelo Clicked.

Usado numa frase

The Daily Ledger · Markets

Because the new round was priced below the last one, the Series A investors' anti-dilution protection increased their stake, leaving the founders with less.

O leitor sublinhou uma palavra no meio do artigo. O Clicked explicou o termo financeiro «anti-dilution protection» em linguagem simples:

Explicado em três níveis

Os mesmos fatos, outra vibe — Modo slang 😎

O método Clicked

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Overview

A proteção antidiluição é uma cláusula no contrato de um investidor que lhe dá ações extras se a empresa vender ações depois por menos do que ele pagou. Ela funciona recontando, ao preço mais baixo, o dinheiro que já foi pago. Um investidor paga US$ 1 milhão por 500 mil ações a US$ 2,00 cada, e a rodada seguinte sai a US$ 1,00. Na forma mais rígida, esse US$ 1 milhão é recontado a US$ 1,00 e passa a valer 1 milhão de ações. Essas ações extras reduzem o percentual de todos os outros, inclusive o dos novos investidores. A diferença é que os novos investidores viram a cláusula antes de definir o preço e já a embutiram nele.
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Overview

A proteção antidiluição é o seguro do investidor inicial contra a próxima rodada sair mais barata. Você paga US$ 10 por cada uma de 1.000 ações, e depois a empresa capta a US$ 5. A cláusula reconta os seus US$ 10 mil ao novo preço. Na versão mais dura, o full ratchet, o seu dinheiro conta como se você tivesse pago US$ 5 desde o início, então agora você tem 2.000 ações. Na versão usual, uma média ponderada, você leva parte disso, não tudo. A cláusula nunca dispara numa rodada de alta. E essas ações não saem de graça. A fatia de alguém fica menor para a sua crescer, e quem mais sente são os fundadores. 😎

Uma ideia rápida — muitas vezes é tudo de que você precisa.

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Detail

A proteção antidiluição é uma cláusula escrita no contrato de um investidor, e ela age diante de um único evento: a empresa vender ações depois por menos do que esse investidor pagou. Um investidor inicial paga um preço alto. Se a empresa depois precisa captar dinheiro a um preço menor, o próximo investidor leva a mesma fatia da empresa por menos. A proteção reconta o dinheiro inicial a um preço menor, de modo que cada ação do investidor se converte em mais ações ordinárias do que antes. Pense numa empresa com 2 milhões de ações. Um investidor pagou US$ 1 milhão a US$ 2,00 por 500 mil delas, uma participação de 25%; fundadores e equipe têm os outros 75%. Depois a empresa capta US$ 1 milhão a US$ 1,00, ou seja, 1 milhão de ações novas. Sem proteção, o investidor cai para 16,7% e os fundadores para 50%. A forma usual, chamada média ponderada, leva o preço do investidor para US$ 1,67, então o US$ 1 milhão passa a valer 600 mil ações: 19,4% para o investidor, 48,4% para os fundadores. A forma mais rígida, chamada full ratchet, reconta o US$ 1 milhão inteiro a US$ 1,00: 1 milhão de ações e 28,6%. É mais do que o investidor tinha antes da rodada barata, e os fundadores caem para 42,9%. A média ponderada também considera o tamanho da rodada barata. Se forem captados só US$ 250 mil a US$ 1,00, o preço vai para US$ 1,89, cerca de 529 mil ações em vez de 600 mil. Seja qual for a forma, as ações extras reduzem o percentual de todos os outros, inclusive o dos novos investidores. Os novos investidores, porém, viram a cláusula antidiluição antes de definir o preço e já a embutiram nele. Isso deixa fundadores e equipe com o custo real. Há duas coisas que a proteção não é. Ela não é acionada por uma rodada a preço mais alto, mesmo que o percentual do investidor também caia. E não é um direito de preferência na subscrição, o direito de entrar na próxima rodada, que vale a qualquer preço e custa dinheiro ao investidor. Mais um limite. Se a empresa depois for vendida por um preço ruim, o investidor normalmente pega de volta primeiro o seu US$ 1 milhão, pela preferência de liquidação, e nunca converte. Aí as ações extras nunca são usadas. Elas são usadas quando a empresa é vendida bem o bastante para que o percentual do investidor sobre o preço valha mais do que o US$ 1 milhão. É aí que a recontagem compensa: 28,6% da venda em vez de 16,7%.
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Detail

A proteção antidiluição é uma linha no contrato de um investidor inicial, e ela tem um só trabalho. Se a empresa algum dia vender ações mais baratas do que esse investidor pagou, ela reconta o dinheiro pelo preço mais barato. Uma rodada mais barata pode vir por mil motivos. O mercado vira, o setor sai de moda ou a empresa não bate o plano. A linha não quer saber o porquê. Ela olha o preço. Digamos que os fundadores tenham 900 mil ações e um investidor tenha pago US$ 400 mil a US$ 4,00 por 100 mil, 10%. A rodada seguinte traz US$ 300 mil a US$ 2,50, o que dá 120 mil ações novas. Sem a linha, o investidor escorrega para 8,9%. Com full ratchet, a versão mais dura, os US$ 400 mil originais são recontados a US$ 2,50: 160 mil ações, 13,6%, e os fundadores caem de 90% para 76%. A versão mais suave, uma média ponderada, deixa o investidor perto de 9,3% e os fundadores perto de 80%, e quanto menor a rodada barata, menor o movimento. Quem banca isso? Cada um dos outros acionistas é espremido para abrir espaço, os novos investidores também. Mas os novos investidores leram a linha antes de assinar o cheque e deram um preço do jeito deles. Então fundadores e equipe levam a maior parte da pancada. Há três trabalhos que ela não faz. Numa rodada de alta, não faz nada. Não deixa o investidor entrar na próxima captação; isso é o direito de preferência na subscrição, outra cláusula. E não mexe no valor que o investidor recebe antes de todo mundo se a empresa for vendida; isso vem da preferência de liquidação. O percentual importa mesmo assim, porque decide quanto o investidor leva quando converter passa a valer mais do que pegar o dinheiro de volta. 😎

Quer mais? Um clique aprofunda.

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Analogy

Uma nova liga esportiva está vendendo vagas de time, e a fatia de cada time no dinheiro de TV e de produtos licenciados da liga segue o que ele pagou para entrar. Ninguém sabe ainda quanto a liga vai faturar, então uma vaga é uma fatia de um bolo desconhecido. O primeiro dono paga US$ 120 milhões. O público não aparece, a liga precisa de caixa, e a vaga seguinte sai por US$ 60 milhões. O contrato do primeiro dono tem uma linha exatamente para isso: se alguma vaga posterior for vendida mais barata, os US$ 120 milhões são recontados ao novo preço. Agora o nome desse dono está no equivalente a duas vagas do bolo, e a fatia de todos os outros times encolhe, inclusive a do novo dono. Uma linha mais branda daria ao primeiro dono só uma parte disso. A linha faz o papel da proteção antidiluição, e a vaga de US$ 60 milhões, o da rodada mais barata. Onde a imagem entorta: ligas de verdade costumam dividir o bolo em partes iguais por time, não pelo que cada dono pagou.
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Analogy

Uma incorporadora vende a você a casa número um de um condomínio novo por US$ 500 mil, e você está nervoso, porque vêm mais 80 e ninguém sabe por quanto vão sair. Então ela põe no papel: se uma casa posterior sair mais barata que a sua, ela paga a diferença. A segunda fase é lançada a US$ 400 mil. Ela deve a você US$ 100 mil, e os vizinhos não perdem nada. Essa promessa é a metade fácil da proteção antidiluição: um comprador inicial, uma venda com desconto depois e uma compensação para quem pagou mais. Aí vem a metade que ela não cobre. A incorporadora paga os US$ 100 mil do próprio bolso. Numa empresa, ninguém põe dinheiro. O investidor inicial ganha um pedaço maior, e o pedaço de todos os outros fica mais fino para abrir espaço. Mesmo gatilho, conta bem diferente. 😎

Conceito novo? Um exemplo do dia a dia faz clicar — novas analogias quando quiser.

Explicações de IA podem conter erros · Não é aconselhamento profissional

Definição formal — O mesmo termo, explicado da forma habitual

A proteção antidiluição é uma disposição contratual, tipicamente vinculada a uma classe de ações preferenciais, que ajusta o preço pelo qual essas ações se convertem em ações ordinárias caso o emissor venda posteriormente valores mobiliários de capital a um preço inferior ao preço de aquisição original do titular. Numa fórmula de full ratchet, o preço de conversão é reajustado para o preço da nova emissão; na fórmula mais comum de média ponderada de base ampla, ele é reduzido em proporção tanto ao preço quanto ao tamanho da nova emissão em relação à capitalização totalmente diluída do emissor. O ajuste aumenta o número de ações ordinárias recebidas na conversão, de modo que o seu custo econômico recai sobre os titulares de valores mobiliários não protegidos. Costuma estar sujeita a exceções para outorgas de opções e outras emissões isentas, e à renúncia pelos titulares protegidos.

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